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lobos2

Ontem vi uma palestra aonde o palestrante falou, entre muitas outras coisas, sobre auto perdão. Comentou que o auto perdão é uma das coisas mais lindas que um ser humano pode fazer.

E ainda comentou uma outra verdade: a de que fazemos 95% das coisas certas; mas ficamos martelando dias, e quem sabe anos, sobre o que fizemos nos 5% de erros.

Refletindo sobre isso, percebo que não há luz sem sombra.

É simples o teste.

Segure uma vela acesa em um quarto escuro e perceberá que a luz ilumina, mas a sombra ainda estará ali, atrás de você. Se houver felicidade, haverá tristeza. Se houver saúde, haverá doença. Se houver calma, haverá ansiedade. Se você quiser remover ou excluir um lado, fatalmente eliminará o outro.

Pois o fato de sermos bons, não exclui o fato de sermos ruins.Quando penso que sou sereno, percebo que sou agitado. E se vejo um lado positivo, devo perceber que há um lado negativo diametralmente oposto.

E como resolver isso?

Querer que um lado não exista é impossível. Pois a natureza da vida é dual. Logo, aceitar que os dois lados devem existir mutuamente, e que isso é natural, nos traz grandes aprendizados.

Auto perdão consiste nisso. Em aceitar seu lado sombra, honrar este lado, dado que faz parte de você.

E, se ter um lado sombra é fundamental, dado que te mostra o que é a luz, conclui-se que, no final, ter sombra não é ruim. Conclui-se que sentir a dor, o medo, a raiva, a ansiedade e etc é bom. Pois estes te conduzem ao melhor de si mesmo.

Então devemos entrar no lado negro da força?

Penso que aceitação do lado sombra é fundamental, principalmente para respeitarmos a nós mesmos. Um lado não vive sem o outro, mas o equilíbrio entre eles é o que nos torna melhores ou piores.

Concluindo, há uma parábola da sabedoria indígena que retrata bem essa questão.

Um jovem índio estava conversando com o velho pajé da tribo, à noite, sentados ao redor de uma fogueira.

Quando, o pajé disse:

 

 

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